quinta-feira, 24 de maio de 2012

Haras Bom Sossego - História

Na década de 60, Edgard Lôbo inicia seu criatório de Mangalarga Machador no município de Iguaí Bahia, com a ajuda de sua esposa Zaidy Chequer Freire Lôbo. 
Foi criado, então, o Haras Bom Sossego.Com sua vida dedicada aos cavalos Edgard Lôbo conta também com a ajuda de seus filhos e netos tornando-se, assim um referencial e um dos maiores criadores da região.
Edgard Lôbo
Edgard de Cerqueira Lôbo nasceu a 29 de maio de 1937, em Nova Laje – Bahia. Um dos filhos da tradicional família Lôbo, criadora de bovinos e equinos nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Ubaíra, Jequié, Nova Canaã e Iguaí, Edgard tem, desde a primeira infância, um contato íntimo com o cavalo. Aos três anos de idade, percorre, no dorso de um cavalo, a distância de 300 quilômetros, viajando, juntamente com sua família, de Santo Antônio de Jesus a Iguaí, onde fixa residência. Esse contato com o cavalo se mantém em sua infância, nas idas para a escola, nas compras na cidade e no convívio com os trabalhadores da fazenda do pai. Prossegue, na adolescência, nas montarias, vaquejadas, passeios e domas de animais bravios.
Em sua idade adulta, essa relação com o cavalo estreita-se ainda mais, proporcionando-lhe, na noite de seu casamento, um episódio marcante. Seguiam Edgard e Zaidy, numa noite bastante chuvosa, para a Fazenda Palestina, onde passariam a lua-de-mel. Eram 3 horas da madrugada, quando o jeep em que viajavam, não resistindo ao péssimo estado da estrada, quebra, deixando-os no meio do caminho, sob uma chuva torrencial. Na ansiedade natural de um recém-casado, Edgard sai para a estrada em busca de uma solução. Neste momento, o inesperado acontece: sob a luz dos relâmpagos, avista, a uma distância de cinqüenta metros, uma égua Mangalarga Marchador, de nome Zoada. Sem dispor de corda ou qualquer outro equipamento, Edgard lançou mão do próprio cinto para dominar e conduzir o animal. O casal, então, conclui a viagem montado na égua em pêlo, conseguindo chegar à sede da fazenda. Dessa maneira, o cavalo também esteve presente num dos mais importantes momentos da vida de Edgard. Ao se casar com Zaidy, Edgard passa a ter, mais que uma companheira de todas as horas, uma força, sem a qual sua trajetória não se realizaria.
A partir desse episódio, aumenta o seu interesse por animais cada vez mais puros e selecionados dentro da raça Mangalarga Machador, que já criava desde 1953, e, no ano de 1966, resolve filiar-se à Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Machador. A opção pela raça se deu pela docilidade e versatilidade que conferem a esse animal a condição de excelente montaria.
A própria égua Zoada, já referida – juntamente com as éguas Dondoca e Nega-Maluca, a primeira de origem do Engenho-de-Serra e as outras de origem Catuni, descendentes do Favacho Pedra Estanho, – haviam sido adquiridas um ano antes, em 1962, junto ao Sr. Romário Botelho, na cidade de Pedra Azul-MG. Essa égua, vinda com o potro de nome Carcará ao pé, e de novo coberta com Catuni Leblon (cobertura essa que deu origem à égua Pepita), e a égua Nega-Maluca, também coberta com Catuni Leblon (o que veio a dar Soneto), constituíram a base do Haras Bom Sossego. Vejamos: Carcará e Soneto foram os primeiros reprodutores do Haras, e a égua Pepita tornou-se o lastro inicial, gerando Sabu, Turista, Bambolê, Carência, Deusa, Fada e Gardênia.
Coincidentemente, outra égua chamada Zoada, foi adquirida juntamente com outras duas éguas, Veneza e Lindóia, ao Sr. Diogo Andrade, 1969; sendo essas três éguas filhas do Herdade Bronze. Com esses animais, Edgard Lôbo completa o seu primeiro plantel, da seguinte maneira: gerando a partir dessa segunda Zoada, Flor-do-Campo, Biruta, Formosa, Gafieira e Itaigara; a partir de Veneza, Bermuda e Gamação; e, de Lindóia, a égua Amada.
Como podemos ver, foi através de muita “Zoada” que Edgard construiu o seu Bom Sossego. E recomenda…

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